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Porque fazer terapia?

  • Grandi Rochinski
  • 15 de jan. de 2017
  • 4 min de leitura

Por que fazer terapia?

Muitas pessoas procuram a terapia, mas não sabem a complexidade que envolve essa prática, ou que tipo de real benefício ela pode proporcionar.

A primeira pergunta que faço para alguém quando vem procurar terapia é:

“O que fez você buscar ajuda?”

As vezes a pessoa responde:

“Não sei bem direito como funciona uma terapia, só sei que não consigo mais continuar enfrentando meus problemas sozinho”.

Percebe-se no primeiro momento, o alívio da pessoa em poder compartilhar sua história de conquistas e de dor.

Olhar para si mesmo de forma contínua, sob o olhar do terapeuta, individual ou de grupo, proporciona uma segurança natural de suas próprias capacidades.

A autoestima decorrente da autoaceitação de suas próprias fragilidades e vulnerabilidades permite uma nova forma de se relacionar com os outros.

Por que fazer?

Para mudar um comportamento, sentimento ou pensamento, que o impede de ter uma real sensação de vida que se expande e beneficia os outros.

Por que NÂO se deve fazer terapia?

Para encontrar um culpado pelo seu mal-estar.

Para terceirizar ao terapeuta a real solução do problema.

Para fazer investigações sobre si mesmo (no seu passado) e continuar do mesmo jeito ou se torturando.

O que se espera de uma terapia?

A terapia bem aproveitada não é necessariamente semanal ou anual, mas aquela com a qual você se compromete sobre a mudança. A maior periodicidade vai facilitar o entrosamento da dupla terapêutica.

Os dias e horários marcados devem ser olhados com carinho. Afinal, são espaços de tempo que dedica para seu desenvolvimento humano. A responsabilidade pela presença e ausência é do paciente.

O terapeuta é só um facilitador do processo de autodescobrimento e não o responsável pela sua melhora.

Se você discute algo em sessão coloque em prática, pois o remédio só faz efeito se introduzido no organismo doente. Só acreditar que ele funciona não o torna realmente eficaz.

A sua relação com o terapeuta também é uma forma de descobrir como se relaciona com o mundo.

Os temas desagradáveis da terapia são especialmente importantes porque podem sinalizar a sua área de resistência para mudança.

Pare de procurar as causas para sua aflição como se elas em si fizessem o trabalho de mudança sozinho. Insight sem trabalho duro não muda ninguém.

Ainda que você ache que as pessoas a sua volta são problemáticas você é o centro da sua vida que realimenta essa doença ou não. Se está com problemas é porque tem alimentado o problema e, portanto, você é parte dele.

Sair bem de uma sessão não é sinal que ela funciona, a terapia não é uma sessão de massagem, mas de consciência de si mesmo.

Sair mal de uma sessão não é sinal de que ela foi ruim, só que algo de perturbador aconteceu e isso pode ser um bom sinal.

O desligamento da terapia deve ser conversado com o profissional, mesmo que o motivo seja ele. Como em qualquer relação da sua vida não desapareça sem dar fechamento nas coisas.

Ainda que você desapareça da terapia ou de qualquer encontro que promova sua transformação você não poderá desaparecer de si mesmo por muito tempo sem consequências.

O pagamento da terapia tem duas funções, remunerar o profissional em questão para que ele seja feliz nas suas realizações pessoais (e continuar equilibrado) e livrar você do peso por ter compartilhado suas sobrecargas.

Ódios e amores que nutre pelas pessoas só representam algo sobre você mesmo.

Tudo o que diz sobre os outros em sessão diz respeito a si mesmo, ainda que a pessoa mencionada possa ser muito parecida com sua descrição.

Não tenha pressa para resultados imediatos e a qualquer custo, as camadas que causam perturbação podem ser mais delicadas do que imagina. Terapia não é comercio, afinal o que está em jogo é sua vida e não o seu desespero por mudança.

Muitas vezes você não quer mudar efetivamente, mas só tem um desejo de querer mudar. A terapia só acontece quando você entende que a mudança é a única solução e só pode ser feita por você.

Qualquer mudança necessita de um grau de desapego, sem isso, você só muda os personagens e o jogo permanece o mesmo.

Não fique afoito por se fazer entender ao terapeuta, ele não precisa conhecer cada mínimo detalhe de sua história pessoal para ajudar você.

É bem provável que a causa do seu problema seja sua própria necessidade de estar sempre sendo atendido em seus caprichos emocionais.

Pense com calma sobre o assunto de cada sessão, afinal, é um momento precioso sobre sua vida, não desperdice esse tempo tentando resolver o problema bombástico da semana se ele distrair você da questão central que se propôs a mudar.

Não tenha receio de criar dependência do terapeuta, se isso acontecer converse sobre o assunto.

Procure um profissional que tenha certa coerência entre o que diz e o que faz.

Psicanalista também são seres humanos e erram, não espere uma resposta que esteja além do alcance humano.

Quando procurar um psicanalista?

Antigamente, procurar um psicanalista era aconselhado para tratar perturbações mentais mais graves. Ao longo das décadas, graças à evolução da psicologia, o aperfeiçoamento da terapia ampliou o leque de atendimentos direcionados para estes profissionais.

Hoje, os consultórios psicológicos lotados refletem uma sociedade amedrontada devido ao estresse, depressão, insônia, síndromes diversas, fobias e dificuldades de se relacionar. Esses problemas nem sempre se resolvem apenas com o tratamento medicamentoso. Por isso, é importante procurar um psicanalista para tentar ajudá-lo a superar essas adversidades.

O tratamento da dor e do sofrimento humano de maneira corretiva vem sendo uma das grandes demandas para o psicanalista. Problemas decorrentes do passado continuam a interferir no presente, e a dor causada por esses problemas impede que a própria pessoa encontre soluções. Dessa forma, o que o psicanalista faz é encontrar as causas e tratá-las.

Mas a prevenção pode representar excelente oportunidade. O mundo corporativo persegue excelente performance aliada à qualidade de vida, e, para obtê-las, é preciso mudar hábitos e comportamentos, lidar melhor com as situações de pressão e ansiedade, administrar conflitos, melhorar relacionamentos interpessoais e promover o autoconhecimento.

Sem o autoconhecimento, aspectos como autoconfiança, autoestima e autorrealização ficarão comprometidos.

Grandi Rochinski

Psicanalista Clínico

 
 
 

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