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O que é ansiedade?

  • Grandi Rochinski
  • 15 de jan. de 2017
  • 11 min de leitura

Estresse, depressão e ansiedade

O estresse, a depressão e a ansiedade são os três transtornos psicológico mais comuns. É imprescindível conhecer seus sintomas para buscar uma solução adequada.

A cada dia, escutamos essas três palavras com mais frequência. De fato, hoje em dia esses são os três transtornos psicológicos mais habituais. O estresse, a depressão e a ansiedade podem manifestar-se separadamente ou em conjunto. Por isso, é imprescindível conhecer os sintomas de cada um desses problemas que, felizmente, têm solução.

Ansiedade

É um intenso mal-estar físico e psíquico, acompanhado de aflição e agonia. Figuradamente, desejo veemente e impaciente.

Resumidamente, ansiedade é estar sempre vivendo no futuro e se esquecer do presente.

Na Psicanálise, a ansiedade pode variar de simples apreensão aos ataques de fobias, melancolia e síndrome de pânico. Pode-se dizer que é um estado de agitação motora e excitação intelectual, provocado por sentimentos de natureza penosa, que se revela por movimentos desordenados, mas pouco variados, indicando medo, angústia, desespero, pavor etc. (Grande Enciclopédia Portuguesa e Brasileira)

Freud e a ansiedade

Na concepção de Freud, a ansiedade é uma espécie de “sistema de alarme”, que nos previne do perigo quando certas ideias estão a ponto de alcançar a expressão consciente. Freud estabeleceu três tipos de ansiedade: moral, real e neurótica. A ansiedade moral decorre da censura do superego; a ansiedade real, pela percepção de um perigo que de fato existe; a ansiedade neurótica, expressa-se pelas fobias, medo persistente e irracional. (Souza, s.d.p.)

Como tais transtornos nos afetam?

De acordo com estudos, afetam o nosso cérebro e a forma como nos relacionamos com os demais. Modificam também a nossa autoconfiança, o entusiasmo e as expectativas em uma tarefa ou trabalho.

E, entre outros problemas, fazem com que as nossas defesas imunológicas baixem. A zona pré-frontal do cérebro é onde a depressão, a ansiedade e o estresse atacam, isto é, onde o pensamento mais avançado se desenvolve, onde imaginamos o futuro, avaliamos estratégias para solucionar problemas e tomamos decisões. Além disso, esta zona está bastante relacionada com o sistema límbico ou cérebro emocional.

Estresse: o que devemos saber?

O estresse é uma palavra que hoje em dia está na boca de todos. Pode aparecer após qualquer situação ou pensamento e nos fazer sentir ansiosos, furiosos ou frustrados.

Estresse em excesso nos predispõe a sofrer todo o tipo de doenças, tanto físicas, como psicológicas. Por exemplo, o estresse pode levar a um baixo nível de açúcar no sangue, à hiperatividade das tireoides, ao ataque cardíaco, ao aumento da secreção da bílis ou do colesterol nas artérias.

Alguns dos sintomas habituais são as dores abdominais ou de cabeça, dificuldades para tragar ou digerir alimentos, enjoos, respiração agitada, insônia, frequência cardíaca irregular, sudorese excessiva, transtornos do sono, cansaço, fadiga, falta de concentração, problemas no rendimento sexual e pesadelos. Em alguns casos, o estresse se manifesta em forma de fobias ou transtornos psicológicos.

Pesquisas afirmam que uma dieta deficiente em vitamina B12 também pode levar ao estresse. O mesmo acontece com o consumo excessivo de substâncias como o álcool, a nicotina ou medicamentos para a tireoide.

Depressão: o que devemos saber?

Esse problema pode ser descrito como o fato de se estar triste, infeliz, melancólico, desolado ou descontente. Às vezes, existem motivos para tal, às vezes não. A maioria das pessoas sente depressão ao menos uma vez na vida, quase sempre em períodos curtos. A depressão clínica é um transtorno que se mantém ao longo do tempo e que modifica o estado de ânimo.

A pessoa afetada sente ira ou frustração por qualquer coisa e tem vontade de chorar a qualquer momento. A depressão é classificada em termos de gravidade: leve, moderada ou severa. Um médico psiquiatra pode determinar o nível com uma ou várias sessões e recomendar o tratamento correto.

Os sintomas mais comuns da depressão são:

Dificuldades para dormir, excesso de sono, mudanças no apetite (desde a ansiedade para comer tudo, até períodos nos quais não se pode ingerir nada), aumento ou perda de peso, falta de energia, fadiga, ódio de si, sentimentos de inutilidade, culpa inapropriada, agitação, irritabilidade, inquietude, dificuldade para se concentrar, retração das atividades usuais, inatividade, abandono, desesperança, pensamentos de morte ou suicídio.

A baixa autoestima é um dos sintomas mais comuns da depressão. Outro sintoma é a falta de prazer em atividades que usualmente nos faziam felizes, como passar algum tempo com a família ou ter relações sexuais.

Para que o que sentimos possa ser diagnosticado como depressão, devemos apresentar cinco ou mais destes sintomas durante duas semanas consecutivas. A má notícia é que um terço dos pacientes que busca ajuda profissional padecem do transtorno. Podemos também encontrar a distimia, um tipo de depressão leve que dura anos.

Conheça alguns fatos que provocam a depressão:

O parto (muitas mulheres sofrem da chamada depressão pós-parto ao ter o bebê);

O ciclo menstrual (uma semana antes do período, os sintomas desaparecem durante a menstruação) e;

O estacional (ocorre em meses frios de inverno ou outono, mas acaba quando chegam a primavera e o verão; deve-se à falta de luz solar).

Ansiedade: o que devemos saber?

Trata-se de uma resposta emocional a um ou a vários estímulos, que podem estar tanto dentro quanto fora do paciente. Isso quer dizer que a ansiedade pode surgir a partir de pensamentos, sentimentos ou acontecimentos da vida em geral.

Engloba aspectos corporais, grande ativação do sistema periférico e motor, e implica mudanças de comportamento. A ansiedade está relacionada com a sobrevivência, assim como o medo, a ira, a felicidade e a tristeza.

Foi comprovado que, para preservar a integridade física frente a um ataque ou ameaça, as pessoas colocam em funcionamento respostas rápidas, adaptativas e eficazes. Estima-se que hoje em dia mais de 20% da população padece de transtorno de ansiedade e muitas pessoas sequer sabem disso. A explicação médica para esse problema é que, diante de uma situação de alerta, o organismo coloca o sistema adrenérgico em funcionamento, liberando sinais para o sistema nervoso central.

Os sintomas da ansiedade são:

A hiperatividade;

A taquicardia;

A sensação de afogo;

A perda do controle e do raciocínio;

Tremores nas extremidades;

Transpiração excessiva;

Náuseas;

Insônia;

Debilitação ou rigidez muscular;

Inquietude motora;

Pensamentos negativos. e;

Obsessão ou problemas em comunicar-se com os demais.

Por sua vez, ela também pode causar hipoglicemia ou arritmia cardíaca e transformar-se no transtorno de pânico. Nesse caso, o paciente pensa na própria morte ou que algo de mau vai acontecer com ele. A tensão arterial é enorreia nas mulheres e securelevada, há palpitações, rubor ou palidez no rosto, pressão no peito, aerofagia, perda de peso ou ansiedade por comidas, ama na boca e nos olhos.

Saber identificar o ponto em que a ansiedade deixou de ser normal para tomar conta da sua vida pode ser mais difícil do que parece, principalmente porque ela pode aparecer em várias e diferentes formas, como ataques de pânico, fobias, ansiedade social etc, e o diagnóstico nem sempre é claro.

Por isso, é importante observar seu próprio comportamento para ver com que frequência os sintomas estão presentes no seu dia a dia. Um bom começo pode ser verificar essa lista:

1. Medo de falar em público

A maioria das pessoas começa com um friozinho na barriga antes de abordar um grupo de pessoas ou ter que subir em um palco para falar para uma grande multidão. Mas se o medo é tão forte que nenhum treinamento ou prática vai aliviá-lo, ou se você gasta muito tempo pensando e se preocupando com isso, você pode ter uma forma de transtorno de ansiedade social (também conhecido como fobia social).

As pessoas com ansiedade social tendem a se preocupar por dias ou semanas que antecederam a um determinado evento ou situação. E se conseguem passar por uma situação como essa, a experiência costuma ser incalculavelmente desconfortável.

2. Insegurança

Transtorno de ansiedade social nem sempre envolve falar em público ou ser o centro das atenções. Na maioria dos casos, a ansiedade é provocada por situações cotidianas, como conversar cara-a-cara com alguém, ou comer e beber na companhia de pequeno número de pessoas.

Nestas situações, as pessoas com transtorno de ansiedade social tendem a sentir que todos os olhos estão sobre elas, o que muitas vezes as levam a experimentar tremores, náuseas, suor excessivo ou dificuldade em falar. Estes sintomas tornam difícil a convivência em sociedade, conhecer novas pessoas, manter relacionamentos e avançar no trabalho ou na escola.

3. Tensão muscular

Consiste em apertar sua mandíbula, ou os punhos, ou flexionar outros músculos por todo o corpo repetidamente. Este sintoma pode ser tão persistente e generalizado que as pessoas que convivem com ele por um longo período podem simplesmente parar de percebê-lo depois de um tempo.

4. Problemas para dormir

A dificuldade em pegar no sono, ou conseguir dormir por algumas horas consecutivas, está associada a uma grande variedade de condições de saúde, tanto física quanto psicológica. E, claro, não é incomum ficar se revirando na cama antes de uma entrevista de emprego, por exemplo. Mas se você se encontrar cronicamente acordado por várias noites seguidas, preocupado com problemas ou com nada em particular, pode ser que isso seja um sinal de um transtorno de ansiedade. Segundo algumas estatísticas, metade das pessoas com transtorno de ansiedade têm sérios problemas para dormir.

5. Preocupação excessiva

A marca registrada do distúrbio de ansiedade é se preocupar demais com tudo, inclusive com assuntos que não merecem a sua atenção. Mas o que é “demais” nesse caso? Bom, significa ter pensamentos persistentes ao longo dos dias, semanas e meses a respeito de um mesmo assunto. A ponto de ficar praticamente obcecado por aquilo e deixar toda essa preocupação interferir no seu dia a dia. “O que diferencia um transtorno de ansiedade de uma ansiedade normal é se suas emoções estão causando muito sofrimento”, explica o Sally Winston, psicólogo e codiretor do Instituto de Ansiedade e Estresse de Maryland, nos Estados Unidos.

6. Perfeccionismo

O comportamento mimado e obsessivo conhecido como “perfeccionismo” é um sintoma que anda de mãos dadas com distúrbios de ansiedade. Perfeccionismo é especialmente comum no transtorno obsessivo-compulsivo (TOC), que tem sido visto como um transtorno de ansiedade.

7. Comportamentos compulsivos

Podem ser tanto mentais (quando a pessoa fica repetindo para si mesma) quanto físicos (roer as unhas, por exemplo). Pensamento e comportamento obsessivo compulsivo se tornam uma doença quando a necessidade de completar comportamentos, também conhecidos como “rituais”, começa a conduzir sua vida, diz Winston. “Se você gosta do seu rádio a nível volume 3, por exemplo, e ele quebra e fica preso no dia 4, você estaria em total pânico até que você pudesse consertá-lo?”.

8. Medos irracionais

Alguns casos de ansiedade são ligados a uma situação ou coisa específica, como voar, animais, ou multidões. Se o medo torna-se irresistível, perturbador e desproporcional ao risco real envolvido, pode ser um sinal de fobia, um tipo de transtorno de ansiedade.

Apesar de fobias terem o poder de incapacitar uma pessoa, ela não é óbvia em todos os momentos. Na verdade, pode não vir à tona até o momento em que você tem que enfrentar uma situação específica e descobre que é incapaz de superar o seu medo. “Uma pessoa que tem medo de cobras pode passar anos sem ter um problema”, diz Winston. “Mas, de repente, seu filho quer ir acampar, ela percebe que precisa de tratamento”.

9. Pânico

Os ataques de pânico podem ser aterrorizantes. É como se uma sensação súbita de medo e impotência tomasse conta do seu corpo por vários minutos, comprometendo a sua respiração, acelerando batimentos cardíacos, provocando formigamento nas mãos, suor, fraqueza, tonturas e dores no peito e no estômago. Nem todo mundo que tem um ataque de pânico tem um transtorno de ansiedade, mas as pessoas que os experimentam repetidamente podem ser diagnosticadas com o chamado “transtorno do pânico”.

Se você verifica qualquer um desses sintomas de ansiedade em sua vida, talvez seja hora de procurar um médico. A ajuda especializada é fundamental para saber qual é o tratamento mais indicado ao seu caso para que você, com o tempo, aprenda a controlar seus ânimos e não mais receber ordens dele.

ANSIEDADE e espiritualidade

Há lembranças do passado que interferem de tal maneira no presente que absorve toda a nossa energia mental. Para isso, a psicologia diz-nos que o passado já está morto, mas que podemos interpretar aquelas lembranças com outras imagens. O fato antigo não é o mesmo que recordamos hoje; ele tem uma interpretação atual, mais positiva.

Para este enfrentamento, propõe diversos exercícios de visualizações mentais no sentido de identificar o que está acarretando o problema e mudar para um enfoque positivo, pois não se deve dar ordem negativa ao cérebro. Ele acaba aceitando como positivo. Exemplo: dizer para uma criança não pegar o pedaço de bolo que está na geladeira é dar-lhe a pista para pegá-lo. (Sheehan, 2000, cap. 7)

Segundo a teoria psicanalítica, a ansiedade é oriunda do conflito entre o Id e o Superego, o que leva à repressão de impulsos inaceitáveis pelo Ego, gerando desequilíbrio mental e os sintomas.

O Espiritismo, por Joanna de Angelis, explica que o distúrbio “está enraizado no ser que desconsiderou as Soberanas Leis e se reencarna com predisposição fisiológica, imprimindo nos gens a necessidade da reparação dos delitos transatos”. Assim, estão na nossa programação reencarnatória, mais precisamente no nosso corpo somático, as condições necessárias para a eclosão da doença, desencadeadas por fatores sociais e psíquicos (estresse, traumas, perfeccionismo) geradores de conflitos e insegurança, principalmente na infância. A disfunção orgânica requer tratamento com ansiolíticos e antidepressivos, além da psicoterapia para o enfrentamento dos medos. Os cuidados emocionais, provenientes da lei da caridade, amor e justiça, e o reconhecimento do indivíduo como doente da alma são fundamentais para o restabelecimento da confiança em busca da cura, proporcionando condições de aprendizado e evolução.

A ansiedade nos leva a viver constantemente no futuro, tirando nosso foco da vida presente. Faz com a vida ao nosso (o presente) redor se torne uma armadilha, e passamos a ser uma pessoa insuportável de conviver com os demais.

O que fazer?

Pratique atividades físicas. A forma mais comum de controlar a ansiedade é a prática de exercícios. ...

Reduza seu estresse diário, controlando sua respiração

Evite pensamentos negativos. ...

Mantenha foco de atenção no presente. ...

Seja mais organizado.

Procure pela Terapia Integrativa para que possamos te ajudar.

Dicas para o dia-a-dia, para que a ansiedade não sabote sua felicidade:

1- Cuidado com o tempo nas redes sociais.

Se somasse o tempo que passa nas redes sociais e trocasse parte deles por exercícios físicos e leitura, seria mais saudável e estaria desenvolvendo o que é mais importante para você.

2- Não deixe de viver seus sonhos.

Acorde pela manhã e tenha certeza que aquilo que irá fazer é algo que faz parte do seu sonho.

3- Nunca se compare aos outros.

Comparar-se com outras pessoas é a maneira mais rápida de agravar a ansiedade e depressão. Tente se concentrar em si mesmo, no seu próprio desenvolvimento, na sua própria vida.

4- Alimente-se bem.

Alimentos naturais, dietas e suplementos saudáveis ajudam a amenizar os sintomas de ansiedade e depressão.

5- Tenha relacionamentos sadios.

O simples ato de falar, cumprimentar, agradecer uma gentileza, seja dentro do ônibus ou até do supermercado, fará você se sentir melhor e mais integrado à sociedade. Mas tenha cuidado com as amizades toxicas.

6- Escreva sempre que puder.

Desenvolva o hábito de registrar seus insights, pensamentos, desejos, metas, em algum lugar visível aos seus olhos diariamente ou em uma agenda que você a consulte também na mesma intensidade.

7- Tenha objetivos na vida.

Ao se dedicar a algo que tem significado pessoal para você, ou para outrem, seja espiritualmente, emocionalmente, familiarmente ou profissionalmente, sua vida terá mais sentido e foco. Escolha metas palpáveis, alcançáveis, racionais, conquiste e observe a elevação do sua autoestima, bem estar, entre tantos benefícios que eu traduzo com felicidade e alegria de viver

8- Tire um tempo para você.

As pessoas que reservam um tempo para si por dia, seja por meio de uma meditação, leitura, oração, ou uma volta no shopping, se sentem mais calmas e em paz consigo mesmas e com o mundo.

9- Trabalhe sua felicidade, ela não vira sozinha.

A felicidade é um estado de espírito que requer autoconhecimento, esforço e vigilância da sua parte em praticá-las. Nosso período no planeta é curto, portanto seja feliz e agradável o quanto mais você puder.

10- Cuidado com as amizades tóxicas.

Esta é a principal dica contra a ansiedade.

Um amigo falso ou tóxico, é 10 vezes pior que um inimigo. Preste atenção nos sinais de uma relação abusiva, não perca sua energia por ninguém.

Observe: O amigo que critica tudo; o amigo que te deixa pra baixo; o que quer amor em excesso; aquele que gosta de mudar o comportamento em publico; aquele que te afasta das outras pessoas; os ladões de idéias; aquele que te usa para se aproximar dos outros; aquele que nunca te compreende ou se faz de incompreensivo; aquele amigo furão, que sempre se atrasa ou da desculpas vazias; aquele que fala mal de você por trás; aquela amizade que te suga as energias; e por ai vai .... é só prestar atenção que encontrara uma boa saída para ser feliz e pleno/a.

Grandi Rochinski

Psicanalista Clínico

 
 
 

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