Quando procurar por um Psicanalista?
- Grandi Rochinski
- 3 de set. de 2017
- 3 min de leitura

Para ser analisado por um psicanalista é importante que a pessoa realmente queira ser ajudada, queira ser transformada, queira ser uma versão melhor do que já é.
Na terapia, significa que o trabalho com um psicanalista só terá efeito se a parte saudável do paciente, fizer uma aliança positiva, um vínculo com o profissional. Este vínculo do paciente com o psicanalista em direção a sua transformação, se chama aliança terapêutica.
Esta observação parece excessivo, mas não é! Veja porquê.
Indivíduo = sujeito não dividido
No senso-comum, costuma-se pensar que o fato de uma pessoa buscar a ajuda de um psicanalista significa por si só que esta pessoa deseja ser ajudada. Esta premissa está assentada na lógica de que nós somos lineares.
Mas Freud descobriu que o ser humano não é linear, ou seja, não é um indivíduo no sentido psicológico do termo, que significa sujeito não dividido.
Ele descobriu que nós estamos constantemente divididos entre desejos opostos e conflitantes entre si. Na situação discutida aqui, isso significa que há no paciente um enorme conflito entre o desejo de melhorar e o desejo de permanecer doente de não sair de sua zona de conforto.
Isso ocorre porque nós somos dotados de dois instintos básicos, amor e ódio, que estão presentes em todas as realizações humanas.
Quando o paciente chega ao consultório:
Quando um paciente consegue fazer o primeiro contato com o psicanalista, às vezes depois de meses ou anos de tentativas, há ali um sinal de esperança, de querer mudar: significa que, pelo menos naquele instante, o amor venceu o ódio; o desejo de melhorar venceu o desejo de permanecer doente.
Por isso este movimento de vida deve ser valorizado e comemorado como o primeiro passo rumo à transformação.

E o que vai acontecer depois?
Depois que o paciente consegue dar este primeiro passo, não é possível prever de antemão o quanto as forças de vida conseguirão se sobrepor às forças de morte. Aliás, este é um dos grandes trabalhos a ser realizado em uma psicanálise: fortalecer a capacidade de amar do paciente, começando por amor a si mesmo, a se conhecer, conhecer suas potencialidades.
Se as forças de vida preponderam, o paciente consegue continuar vindo para as sessões e paulatinamente vai aprendendo a reconhecer e a conter seus sabotadores internos, suas sombras. Se as forças de morte preponderam, o paciente rompe o trabalho de análise por não conseguir sustentar seu investimento amoroso na vida e em si mesmo.
Vale ressaltar que a capacidade de amar é, em grande parte, inata. O que significa que o psicanalista pode muito pouco quando as forças de morte imperam no psiquismo do sujeito. O que eu quero dizer é, a psicanálise não modifica a natureza instintual do paciente. O que ela faz é fortalecer a capacidade de amar do sujeito que muitas vezes permaneceu imobilizada pelo excesso de pulsão de morte e /ou pelo excesso de traumatismos.
Continua em dúvida sobre quando procurar análise?
Aqui vão algumas dicas:
Percebe que está sempre se envolvendo com o mesmo tipo de parceiro amoroso ou quando está prestes a ter um sucesso, você faz algo para estragá-lo.
É tipo melancólico que não se adapta ao ideal de felicidade que é vendido hoje em dia. Sente-se deslocado, está sempre repleto de indagações filosóficas sobre a vida e sobre a morte e não encontra companhia para pensar sobre suas angústias.
Sente-se impelido a se envolver em ações destrutivas (com sexo, drogas e bebidas) como se estivesse possuído por um outro “eu”.
Encontra muita dificuldade para se separar das pessoas toxicas, dos objetos que “ama”. Tem absoluto pânico de ficar sozinho. Quando vê-se forçado a ficar só é invadido por um terrível e desolador sentimento de vazio e tédio.
Não consegue sentir prazer na vida, no trabalho e nas relações em geral.
Envolve-se com frequência em intrigas e brigas: no trabalho, no trânsito, na família e com os amigos. Sente que as pessoas estão conspirando contra você o tempo todo.
Quando não importa com os sentimentos do outro, servindo-se este apenas como um objeto, uma coisa, para alcançar os objetivos de gozo e supremacia narcísica.
Angústias sem “causa” aparente.
Doenças Psicossomáticas.
Transtornos de Personalidade.
Solidão.
Dependência química.
Codependência química.
Perda afetiva.
Dependência emocional.
Luto.
Transtorno Obsessivo Compulso – TOC.
Depressão.
Estresse.
Ansiedade.
Síndrome do Pânico.
Fobias.
Dificuldades familiares.
Conflitos no casamento.
Separações do casal.
Timidez.
Baixa autoestima.
Transtornos do orgasmo.
Comportamento autodestrutivo.
Problemas no trabalho ou estudo.

Se você se identificou com uma destas situações listadas acima, você pode se beneficiar muito do trabalho de um psicanalista. Experimente conversar com um em sua cidade.
Procure-nos para uma conversa.
Estaremos sempre prontos para lhe atender.





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